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Para um 2007 no azul
Gustavo Cerbasi Se você já esqueceu das dificuldades financeiras que passou em 2006, que só foram acabar com a entrada do décimo-terceiro, sinto em trazer más notícias. O momento mais delicado do ano, em termos de risco para seu bolso, é entre janeiro e fevereiro. Se há algum momento para se apertar o cinto, esse momento é agora, sacrificando o orçamento do mês para livrar-se, vantajosamente à vista, dos tributos de janeiro (IPVA e IPTU) e dos gastos com escola dos filhos. Você já pensou em propor à escola de seu filho o pagamento total do ano, à vista, para ver o belo desconto que se costuma oferecer? É a receita ideal para um 2007 bem mais leve em termos orçamentários. Erra quem, ingenuamente, não se importa de pagar os elevados juros embutidos, por exemplo, no parcelamento de impostos. Além de pagar mais, já garante o sufoco orçamentário para os próximos meses.
Lembre-se também que estamos em um momento de correção dos juros, para baixo. Como muito pouco da queda nos juros foi repassado aos clientes dos bancos, podemos esperar que esse repasse aconteça mais intensamente em 2007, em todos os produtos de crédito. Porém, uma regra é clara: os juros não cairão para quem já está endividado. Uma das regras básicas do mercado de crédito é seduzir o cliente até que ele “aceite” o preço do crédito. Os que devem às instituições financeiras estão implicitamente concordando com as condições oferecidas atualmente, o que induz bancos e financeiras a dispensar qualquer tipo de vantagem ou privilégio a este tipo de cliente.
Por isso, proponho que adote como meta para 2007 organizar-se financeiramente, colocando as contas na ponta do lápis e reunindo a família em torno da meta de acabar com suas dívidas. Você pode baixar planilhas e calculadoras bastante úteis para sua organização financeira entrando no site www.maisdinheiro.com.br e clicando em Simuladores. Não ter dívidas é uma poderosa arma para obter vantagens nos bancos. É uma espécie de jogo de sedução. O mercado financeiro sentirá falta de seus generosos pagamentos de juros e procurará seduzi-lo com condições melhores, juros mais baixos, prazos mais longos e produtos mais inteligentes. Muitos bancos estão procurando aumentar sua carteira de clientes com este tipo de oferta.
Se o brasileiro deseja mesmo ver a redução do spread bancário, deve agir para que isso aconteça, fazer sua parte. Não conte com o Governo, com o patrão, com uma força divina. Se seus erros financeiros decorrem de más escolhas, comece a escolher melhor, com consciência. Enriquecer é uma questão de escolha, pode acreditar.
Gustavo Cerbasi (www.maisdinheiro.com.br) é professor dos MBAs da Fundação Instituto de Administração e autor dos livros Casais Inteligentes Enriquecem Juntos e Filhos Inteligentes Enriquecem Sozinhos (Ed. Gente). Gustavo Cerbasi
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